Pescar é enfrentar saudáveis desafios, é fazer amizades, é conhecer novos lugares e abrir novos horizontes. É conviver com a natureza. É ser companheiro.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Todo o cuidado é pouco

Aqui fica o vídeo do resgate de dois pescadores que foram apanhados em falso pelo mar, que, felizmente, correu bem. Todo o cuidado é pouco.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Difilobotríase ou doença do peixe cru

Difilobotríase
Doença do peixe crú

Trata-se de uma infecção causada por um parasita do peixe, vulgarmente conhecido como a ténia dos peixes. A contaminação ocorre através da ingestão de peixe cru ou mal cozido que esteja infectado e a larva desenvolve-se no intestino do hospedeiro definitivo, o ser humano.

Tal como na ténia (a chamada bicha solitária) obtida através da carne de porco ou de bovino mal cozida, o verme desenvolve-se no intestino do hospedeiro e pode atingir mais de 10 metros de comprimento, dividido em milhares de segmentos. Os ovos formam-se nos segmentos e passam para as fezes, criando novos focos de contaminação.

O parasita dos peixes é um verme (Diphyllobothrium latum) da espécie dos helmintos e está disseminado por todo o mundo, sendo mais frequente em África, na Ásia e em muitas áreas do Leste Europeu, bem como na América do Norte e do Sul.

Na fase inicial da infecção o indivíduo não costuma apresentar quaisquer sintomas, mas quando a infecção se torna mais intensa surgem as náuseas, vómitos e diarreia, perda de apetite e de peso, carência de vitamina B12 e, ocasionalmente, a obstrução intestinal e a anemia perniciosa (megaloblástica).

O diagnóstico é feito através de exames às fezes da pessoa infectada, para procura de ovos, larvas ou segmentos do verme.




sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

O SALMONETE

Clique na foto sff para aceder ao artigo
 Descrição e informações sobre o salmonete

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Feliz Natal

terça-feira, 19 de novembro de 2013

NOVEMBRO NA COSTA VICENTINA

Fui passar uns dias até ao Rogil, em Aljezur, e como não podia deixar de ser tinha de ir ao mar tentar a minha sorte. Deixo aqui um relato do que se passou, complementado por algumas fotos.

5 DE NOVEMBRO

Abalei às 5:45 de Lisboa rumo ao Rogil. Depois de lá chegar e ir aviar algum material de que precisava, fui directo a Odeceixe apanhar uns caranguejos e mexilhões para iscar. Os caranguejos eram poucos e estavam escondidos, mas ainda apanhei uns 15. O mar era forte e a previsão era semelhante para toda a semana, pelo que tinha fé que o caranguejo desse algum sargo valente ou mesmo um robalo.


Com o isco desenrascado, fui até um pesqueiro fazer as últimas horas da enchente e um pouco da vazante. Um pesqueiro muito pouco fundo (1 a 2 m de profundidade com mar cheio) que já me deu alguns chibos mas também excelentes pescarias de sargos, quando vão comer ali em cima do laredo, em marés vivas e mar mexido, como era o caso neste dia.


Estava com fé no caranguejo, a primeira iscada foi inteiro e tudo. Para minha supresa, em menos de um minuto senti um toque bom e lá veio o anzol mas caranguejo nem vê-lo... bom sinal, só peixe bom se faz assim a um caranguejo inteiro! Na segunda iscada igual, e ainda em menos tempo aconteceu o mesmo. Mau, assim já não estou a gostar. Depois disto, os toques com caranguejo desapareceram. 

Experimentei com mexilhão, e nada lá ia comer. Já estava mentalizado num chibo, quando um toque bom no mexilhão me acordou da letargia e, desta vez, consegui ferrá-lo e trazer um bom sargo, entre 400 a 500grs. Ainda tentei enganar outro, mas não tive sorte. Bem, já tenho o meu jantar. Já não preciso de ir ao supermercado e consolei-me com esse pensamento.


6 DE NOVEMBRO

Era o dia em que se previa mar mais manso, ou menos forte. Era o único dia, tendo em conta que a maré era ainda grande, em que podia tentar a minha sorte numa "semi-ilhada", mas pelo caminho vi que o mar ainda tinha força.

O objectivo era ir até estas pedras que muitas alegrias e alguns matateus já me ofereceram. No novo pesqueiro, o mar tinha muita força. Tinha que pescar com uma chumbadinha de 20grs porque ali, mais pesado, era sinónimo de chumbada presa. Tentava sempre esperar os raros intervalos em que o mar acalmava, e quando conseguia, sentia peixe. Numa dessas ocasiões ferrei um sargo com mexilhão. Entretanto, como a a maré subia, ainda tentei a sorte noutro local ao lado, mas nem um toque senti.






7 DE NOVEMBRO

Fui apanhar mais uns mexilhões, mas também comprei alguma sardinha. Esperava um mar mais bravo ainda, mas quando cheguei ao pesqueiro, não estava bravo. Estava bruto mesmo!


O local escolhido adequa-se a este tipo de mar, pelo que fui com alguma expectativa. Esperei um pouco que o mar enchesse, pois ainda seria muito difícil tirar um peixe caso ferrasse um, com muitos rebolos à mostra pelo caminho. Quando os condições melhoraram, comecei a pescar. Comecei a sentir toques, mas não os conseguia ferrar. Estava com um anzol 2/0. À quarta ou quinta tentativa consegui um sargo de palmo, claramente com medida legal, mas não da minha medida., que voltou para o mar. Fiquei desiludido. Então é isto que anda aqui? Com um mar destes? Mas tinha de continuar a tentar.



No meio dos toques e de outro sargo que foi devolvido, apareceram 2 sargos bons (cerca de 400 grs) que foram comigo para casa. E ainda um polvo pequeno que trouxe comigo porque sei que o polvo é um excelente isco com mares fortes, e só não o tinha utilizado antes porque não tinha!



8, 9, 10 e 11 DE NOVEMBRO


No dia 8 chegou o meu tio, já não fui sozinho. Com a maré baixa decidimos ir até umas pedras mais dentro do mar. O mar continuava muito forte, mas menos que no dia anterior. Mesmo assim, pescava-se ali muito mal. E como as águas eram feias, muito tapadas. Mexilhão nem vale pena usar, se enganar algum só com sardinha, pensei eu. Mesmo assim não senti um toque nas duas horas que ali estivemos. 

Mas há coisas para contar. A uma dada altura chega-se o meu tio ao pé de mim: Já não é grade! Consegues adivinhar o que apanhei?". Eu tentei adivinhar: "Sei lá, uma salema? um bodião?". Era uma moreia - não era grande, mas como se enrolou toda na linha, ia morrer e por isso a trouxemos, e serviu ainda umas boas postas para fritar. E o meio, como que por milagre, o meu tio ainda apanhou um belo sargo, com umas 800 g, com sardinha. Ainda fomos tentar a sorte da baía com o mar cheio - um toque aqui e ali, mas nada de especial. Hoje é que é levo um chibo, pensava. Mas não aconteceu. Uma viúva, e grande (para viúva), salvou-me disso - em surfcasting, com o mar assim. Quem diria?

O Mar subiu de novo. Era maluco outra vez! Para piorar a situação, vento, muito vento de norte. Frio. Águas tapadas. Belas condições para um chibo! 

Mas ambos nos safámos com 1 sargo cada um, dos bons, com sardinha., no dia 9.


Depois de um descanso no dia 10, no dia 11 decidimos arriscar um local que não conhecemos bem. O mar era mais manso, mas ainda vinham de vez em quando alguns enchios. Águas feias e alguma nortada.

Com o mar cheio, um surfcasting onde eu apenas senti 2 toques. O meu tio aí teve a sorte toda. Apanhou um belo sargo quase tirado a ferros (cerca de 800 grs) e outros 2 com umas 400. Quando a maré vazou fomos para as rochas. Chegámos a um pesqueiro que me pareceu promissor, depois de uma hora a explorar e encontrar os melhores caminhos, por entre regos, fundões, rebolos e rochas inclinadas. Andava-se muito mal ali. Comecei a pescar, só com sardinha, e senti um toque imediato, com a ferragem desta vez a resultar. Até que enfim um sargo hoje, pensei. Mas este está um pouco "mole". Quando vi, percebi a "moleza". Um rascasso. Ora, m*rda! Depois de um trabalhão para tirar o anzol daquilo sem lhe tocar... 



Volto à carga. Toque bom, ferragem e boa luta. Este tem de ser um sargo! E foi mesmo. Excelente sargo, com umas 500/600 g. Volta a isca para a água, outro bom sargo, mas um pouco mais pequeno. Isto promete! Bem, foi sol de pouca dura. A actividade desapareceu com o baixar da maré. Do outro lado, via o meu tio lutar com um peixe que não conseguiu tirar - soltou-se do anzol. Quando já me vinha embora, aconteceu algo inédito para mim - como o peixe não comia comecei a tirar a montagem da água mas estava presa. Ups, soltou. Mas que peso é este? Outro polveco? Não. Era aquilo que podem ver na foto abaixo. Serviu para o petisco!

E assim terminou esta aventura de Novembro. O peixe colaborou pouco, mas as condições eram tudo menos boas. Esperemos melhores dias. Ponto positivo: Não levei nenhum chibo para casa!



Fotos e texto: Jorge Ponte

sábado, 16 de novembro de 2013

Como remover uma fateixa espetada (vídeo)

Uma das muitas situações desagradáveis (e perigosas) que podem acontecer na pesca é a de uma fateixa espetada. Aqui fica em vídeo uma das formas de se resolver a situação. 

ATENÇÃO
 Só deve ser feito por quem saiba mesmo o que está a fazer para que não corra mal.

domingo, 27 de outubro de 2013

CURIOSIDADES - AS TREMELGAS

OS TORPEDINIDEOS
Ordem: Torpediniformes
Família: Torpedinidae
Género: Torpedo
Espécie: T. torpedo
Nomes-comuns:  Torpedo, tremedeira, treme-mão ou tremelga


Algumas espécies de raias têm a capacidade de produzir electricidade que pode provocar choques violentos, de cerca de 200 volts,  durante ataques às suas presas ou em situações de perigo / auto-defesa.  São conhecidas por tremelgas e são comuns na costa portuguesa, nomeadamente na costa Mediterrânea.

O aparelho eléctrico destes animais é composto por cerca de 3 milhões de células equiparadas a pequenas pilhas eléctricas independentes. As descargas são sempre feitas na vertical, sendo o positivo na parte superior do dorso e o negativo na parte inferior - o que quer dizer que, para se sentir o choque, terá de se fechar o circuito, isto é, tocar no animal em pontos diferentes, na parte de cima e na parte de baixo ao mesmo tempo.



As tremelgas não atingem tamanhos relevantes, não ultrapassando, em regra, os 60 cm de comprimento. Encontram-se geralmente meio enterradas na areia ou no lodo de fundos até aos 180 metros, têm um corpo arredondado, uma pele lisa e nua e cauda curta, sendo muito raro encontrá-las perto da superfície. São essencialmente carnívoras, alimentando-se de moluscos, vermes, crustáceos e, ocasionalmente, de peixes mais pequenos. O pequeno tamanho da boca e a sua posição na parte inferior do corpo dificulta a captura de peixes, pois têm necessidade de se colocar por cima das presas para que as possam comer.

É utilizada para a alimentação humana, e foi usada na medicina pelos antigos Romanos e Gregos para tratamento de dores musculares devido às suas propriedades eléctricas. Nos séculos XVIII e XIX usavam o óleo de fígado de tremelga como combustível para iluminação.

Foto: Blogue o Fogão do Kuka


É conhecida em algumas zonas do Algarve por "galinha do mar" porque as suas barbatanas fazem lembrar asas de galinha, devido ao seu feitio. Apesar do seu aspecto estranho, a sua carne tem um sabor delicado e é um excelente peixe para a confecção de caldeiradas.

domingo, 6 de outubro de 2013

Pesca de kayak

Mais um excelente vídeo do amigo Rui Carvalho, um especialista neste tipo de pesca. 

Para além de pescador, o Rui vende os melhores kayaks do mercado e todo o tipo de material relacionado e ainda trata da documentação necessária.



Lula gigante encontrada em Espanha

No passado dia 1 de Outubro, na praia de "La Arena", na cidade de Pechón (Cantábria), deu à costa o cadáver de uma lula gigante fêmea (Architeuthis spp), arrastado pelas corrente marítimas, com 180 kgs e mais de 10 metros de comprimento - cada olho do animal tinha um diâmetro de cerca de 25 cm e cada ventosa mais de 5 cm de diâmetro.




Estes animais, pouco conhecidos e muito pouco estudados, vivem a grandes profundidades nos oceanos (mais de 1.000 metros), um pouco por todo mundo, e chegar aos 15 m de comprimento. O único predador que se lhes conhece é o cachalote. 



Júlio Verne, na sua obra "Vinte mil léguas submarinas" escrita em 1870, já fazia referência a estes monstros marinhos.

Aqui em Portugal, neste Verão, no passado dia 18 de Julho de 2013, o pescador Eduardo Pinto, de 50 anos, mais conhecido em Sesimbra por ‘mestre Xixa', lançou as redes ao mar, de madrugada, para apanhar pescadas e sargos, mas não imaginava que viesse também à rede uma lula gigante de 6,5 metros de comprimento e 50 kgs de peso, a maior que já se viu em Sesimbra, garantem. Para colocar a lula no barco (de 5 metros), ‘mestre Xixa' teve primeiro de cortar-lhe a cabeça, porque não cabia inteira na embarcação. O molusco foi apanhado a 500 m de distância da costa.

A lula gigante atraiu muitos curiosos ao porto de abrigo de Sesimbra, que não quiseram perder a oportunidade de registar o acontecimento, através de vídeo e fotografia.

O canhão de Setúbal, que está perto da costa, pode explicar o aparecimento destes animais. Não é um acontecimento novo, mas é raro. As lulas podem estar doentes ou feridas, devido às redes de pesca, e andarem à deriva para mais próximo da costa.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Um peixe bastante perigoso (papa tintins)

Um pacu, um peixe originário da América do Sul, parente das piranhas, com dentes poderosos preparados para partir nozes e frutos duros, foi pescado no lago Oresund, na Suécia, levando a que as autoridades emitissem avisos muito sérios, alertando para que as pessoas do sexo masculino passem a ter muito cuidado nos banhos no lago, resguardando sempre as suas partes íntimas, e que nunca, mas mesmo nunca, tomem banho sem os respectivos calções.



Os pacus são conhecidos por ataques às partes íntimas dos banhistas do sexo masculino, com dentadas poderosas que podem arrancar ou esmagar as mesmas, havendo vários relatos de acidentes em alguns locais do mundo, nomeadamente no Brasil e na Nova Guiné.



As autoridades suecas desconhecem como apareceram os pacus no lago, acreditando tratar-se de alguém que os tinha em aquários que os tenha solto no lago.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

RUIXÓ - Um ferro (âncora) revolucionário

RUIXÓ

Ocean Blue



Uma empresa espanhola iniciou a comercialização de um ferro para embarcações de recreio que, segundo afirma, nunca ficará preso no fundo, sendo sempre recuperável. Trata-se de um sistema aparentemente simples, com borrachas que fazem toda a diferença.

O sistema de borrachas, cujo número aumenta consoante a corrente e o tamanho do barco, permite que, para se levantar o ferro, se prenda o respectivo cabo à embarcação  e...marcha avante. O sistema automático faz com que as puas se abram (num ângulo de 170 graus) soltando o ferro, que depois de solto volta à posição original, permitindo que, por exemplo, se possa mudar de pesqueiro sem necessidade de o levantar do fundo.

 Veja o vídeo com as explicações






sábado, 27 de julho de 2013

Finalmente publicadas as alterações à Lei da pesca


A legislação com as alterações à Lei que regulamenta a pesca lúdica em Portugal foi finalmente publicada no DR de 25 de Julho p. p., e entrará em vigor dois meses após a respectiva publicação,  tornando-se menos restritiva, na sequência de uma proposta de um grupo de trabalho criado pelo Governo, que integrou várias comissões de pescadores. 

Uma das alterações foi o fim das licenças de pesca local apeada nos moldes actuais (era emitida para a área de uma só capitania e limítrofes, com um preço de 6 euros ano), que foram  substituídas por apenas uma licença de pesca apeada válida para todo o território nacional, sendo o valor alterado para 8 euros /ano.

Também o valor das coimas actuais foi alterado para cerca de metade, uma vez que foi reconhecido o seu exagero. (a falta de licença  de pesca implicava, na anterior  legislação, coimas entre os 500 e os 3.740 euros).
 


quinta-feira, 4 de julho de 2013

Fly Fishing no Douro

Outro excelente vídeo do amigo João Pinto (sheofish) - Fórum katembe

Fly fishing Douro 23-6-2013 

sábado, 22 de junho de 2013

ALTERAÇÕES À LEI QUE REGULAMENTA A PESCA


Conforme anunciámos em Outubro passado, a legislação que regulamenta a pesca lúdica em Portugal vai sofrer alterações substanciais, tornando-se menos restritiva, na sequência de uma proposta de um grupo de trabalho criado pelo Governo, que integra várias comissões de pescadores. 

Está previsto que, após vários atrasos, as alterações à legislação sejam aprovadas na próxima terça-feira, dia 25 de Junho.

Uma das alterações será o fim das licenças de pesca local apeada nos moldes actuais (é emitida para a área de uma só capitania e limítrofes, com um preço de 6 euros ano), que serão substituídas por apenas uma licença de pesca apeada válida para todo o território nacional, sendo o valor alterado para 8 euros / ano.

Também o valor das coimas actuais deverá ser alterado para cerca de metade, uma vez que foi reconhecido o seu exagero. (a falta de licença  de pesca implica, na legislação em vigor, coimas entre os 500 e os 3.740 euros).

No PSACV – Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, onde apenas os residentes podem proceder à apanha de marisco, e onde também é proibido pescar às quartas-feiras, a proposta contempla o fim destas discriminações, bem como o fim do defeso do sargo.

O Katembe saúda estas alterações, que pretendem corrigir algumas verdadeiras barbaridades herdadas do anterior Governo, e que motivaram, na altura, várias manifestações de pescadores, desagradados com as medidas aprovadas.

Ainda que se desconheçam neste momento todas as alterações propostas, estamos convictos de que muita coisa que necessita de ser alterada ficará ainda na Lei,  pois esta legislação afecta de forma injusta os cerca de 200 mil pescadores lúdicos portugueses.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

terça-feira, 11 de junho de 2013

OS CARRETOS ABU GARCIA



Os carretos Abu Garcia, de origem sueca, são fabricados nos Estados Unidos desde 1950 (THE GARCIA CORPORATION USA). Criada em 1921 -  (A B Urfabriken), era, originalmente, uma fábrica de relógios. telefones e táximetros, tendo-se iniciado no fabrico de artigos de pesca em 1947. Entre 1979 e 1980 associou-se à empresa francesa Mitchel - (Abu Garcia. Mitchell S.A) mas voltou a seguir o seu caminho sozinha.

A engenharia de precisão utilizada no fabrico dos seus carretos garante grande suavidade no funcionamento, potência, fiabilidade e ainda uma reconhecida durabilidade. Também a sua ergonomia e excepcional qualidade das bobines são bem conhecidas dos pescadores. Dizem os apreciadores que não há Shimanos, Daiwas nem Okumas que se lhes comparem...

Os carretos da marca mais raros e antigos valem hoje, para coleccionadores, milhares de euros.



 

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Lucio-perca no Douro

Mais um excelente vídeo do amigo João Pinto (Fórum Katembe)


Por João Pinto

terça-feira, 28 de maio de 2013

Os peixes sentem dor?

Este tema foi sempre alvo de controvérsias. Sendo aceite que a sensação de dor é uma das condições indispensáveis para a sobrevivência de uma espécie, segundo a opinião dos biólogos, os "defensores dos animais", que também comem carne e peixe, sempre usaram o argumento da "dor provocada pelos pescadores aos peixes" na pesca lúdica ou desportiva, para condenarem esta prática.

Certo é que o conceito de dor nos humanos e em todos os mamíferos, que têm uma área especializada do cérebro e terminais nervosos que servem unicamente para a transmissão da dor, não pode, de modo nenhum, ser comparável ao dos restantes seres vivos. Veja-se, por exemplo, uma largartixa à qual se corta a cauda, um insecto a que se arranca a cabeça ou as patas e cuja reacção é de defesa ou fuga, reacções que são uma resposta fisiológica natural a uma situação ameaçadora, segundo os neurobiologistas, pela ausência de terminais nervosos suficientes para transmitirem dor ou sofrimento.



Bem, há também quem acredite que apenas os seres com alma têm a capacidade de sentir tanto a dor física como todo o outro tipo de dores, incluindo os mamíferos nos seres com alma, mas isto são outras discussões...

Um estudo levado a cabo por cientistas da Universidade de Wisconsin (EUA) e publicado no jornal científico Fish and Fisheries acaba de concluir, de forma categórica, que os peixes são incapazes de sentir dor, mesmo quando fisgados com anzol e submetidos a lutas prolongadas com o pescador. De acordo com o referido estudo, quando um peixe se debate após ser fisgado, está apenas a reagir de forma mecânica e inconsciente, sem sofrer qualquer tipo de dor.




Foram efectuadas experiências durante as quais se inseriram agulhas com veneno de abelha e ácido em espécimes de truta arco-íris e, apesar de terem sido injectadas grandes quantidades destas substâncias,  que causariam dores horríveis a seres humanos, as trutas não mostraram qualquer sensação, pelo que é altamente improvável que um peixe possa sentir dor, segundo Jim Rose, professor de zoologia e biologia da instituição, que coordenou o estudo.

Apesar das conclusões deste estudo. os seus responsáveis apelaram aos pescadores para que os peixes sejam tratados com respeito.

Os peixes e todos os animais, acrescento eu.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Pesca ao Achigã e Lucio-perca - 19-5-2013



Pesca ao achigã e lúcio-perca (pesca e solta)
Pescador e autor do vídeo - João Pinto - Fórum Katembe


 

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Peixe estranho capturado no Cabo de S. Lucas

Mário Bañaga pesca há mais de 18 anos na zona do Cabo de S. Lucas. No passado dia 10 de Maio, quando pescava com amigos a bordo da embarcação "Glória", Mário capturou um peixe estranho e misterioso com 7 quilos - com uma cabeça levantada e uma estranha e enorme boca escancarada.




Nunca tinha visto um peixe igual ou sequer semelhante, pelo que colocou as fotos no Facebook para ver se alguém conseguia identificar a espécie. Depois de muitos palpites errados, Eric Brictson, proprietário de uma empresa de pesca turística na região, identificou o peixe como sendo da espécie Stargazer Pacífico. São peixes bizarros,  raramente vistos, predadores de grandes profundidades e com a capacidade de provocarem descargas eléctricas e possuirem vários espinhos extremamente venenosos.

Olhando com atenção para a 1ª foto, podem ver-se os orgãos que emitem as descargas eléctricas por cima dos olhos, semelhantes a "sobrancelhas".








Fonte: Yahoo Sports

quarta-feira, 8 de maio de 2013

A última pescaria do João


06,30H no Lumiar. O Zé Lopes e o Valdemar chegaram à minha casa com aqueles sorrisos que perspectivavam “o dia” especial que nós sempre imaginamos e que podem mesmo acontecer.

Na A5, em direcção à marina de Cascais, parámos no snack das bombas para aconchegar os estômagos (não foram as morcelas mas no meu caso… francesinhas) e beber um cafézinho. Era o 25 de Abril e àquela hora encontrámos dezenas de polícias de trânsito concentrados ali para fiscalizar o dia feriado, talvez no Palácio de Belém, ali perto. 

Já na marina, o amigo Sousa Rego apareceu e juntámo-nos então todos ao mestre António Lemos para iniciarmos a viagem. Ao passarmos o cabo Raso fizemos o rumo para um dos meus pesqueiros preferidos, já que o tempo, sem vento e o mar com ondas de 2 metros, ajudavam a manter uma velocidade constante, pelo que chegámos rapidamente ao pesqueiro.

Uso, normalmente, prontinhas a pescar, 2 canas, uma à chumbadinha com 2 anzóis de 3 ou 4/0 na ponta e 5/0 a correr num aparelho único (tamanho 12 a 15 cm já com o destorcedor) e chumbadinha de 50 a 80 gr. para sardinha inteira - a outra com um aparelho também feito por mim, de 3 anzóis com 4 ou 5/0 em baixo, 2/0 no meio e um pequeno em cima - este anzol pequeno só (quase) me serve para sentir a actividade existente lá em baixo sendo que muitas das vezes nem isco lhe ponho. Como se deduz, não estou a pescar ao peixe miúdo embora este até caia bastas vezes. 

Durante a manhã o pessoal foi pescando sargos, fanecas e carapaus tendo também eu acabado por apanhar uma boa choupa, um besugo, uma abrótea e um sargo. 

A seguir fomos presenteados com a visão de uma vintena de roazes o que foi mais uma achega ao espectáculo do dia. O Valdemar apanhou a seguir um polvo muito bom e finalmente o Sousa Rego “amandou-se” com o belo vermelhinho (que vemos na foto) e que só de o pensar comigo sentado à mesa é de lamber os lábios.


Estava com a chumbadinha e foi então que eu dei o meu habitual grito de guerra “TEM PAI QU’É CEGOOOOOOOOOOOO….”. Era um predador dos azuis, esperei que o António Lemos me desse o animal para a foto da praxe e no fim foi como sempre fazemos, libertado em perfeitas condições e desapareceu num ápice.



Lanço de novo a chumbadinha e quase de imediato nova luta e novo grito de guerra. Desta vez era um belo Pagrus Pagrus que de tão bonito me fez prolongar o grito a ficar sem voz. Aqui está ele. Se em vez de pargo fosse mulher eu diria “é mesmo linda de morrer….”.


Por volta das 2 horas o vento levantou-se e por precaução rumámos a terra e parámos na Guia, local bem abrigado, com 15 a 20 metros de fundo, mas que só dá mesmo para passar o tempo o que não foi este o caso. O amigo Valdemar para contrariar pesca-me esta preciosidade. É um “CENTROLOPHUS NIGER” o seu nome comum é Liro-preto ou apenas Liro em Cabo Verde, tinha aproximadamente 35 cm e pesaria 500 gr. Não haverá registos seus de aparecimento na zona de Cascais e muito menos tão perto da costa. É um animal de profundidade, com habitat normal de entre os 300 e 700 mts. Os juvenis (adultos chegam a atingir 1,5mts.) procuram águas menos profundas tendo sido já localizados a 40 metros (mas não por cá) enquanto os adultos já foram detectados a 1050 mts. de profundidade. Pena ter morrido, é um acontecimento realmente raro para relembrar.


E desta fico-me por aqui.
Abraços

João

Texto e fotos: João Arietti

domingo, 5 de maio de 2013

A origem e o significado de carapau de corrida


O peixe é vendido pelos pescadores nas lotas, em leilões «invertidos», ou seja, com os preços a serem rapidamente anunciados por ordem decrescente, até que o comprador interessado o arremate com o tradicional «chiu!». Isto implica que o melhor peixe, e o mais caro, é o que é vendido primeiro, ficando para o fim o de menor qualidade. 
Em tempos anteriores ao transporte automóvel, as peixeiras menos escrupulosas compravam esse peixe no fim da lota, por um preço baixo, e corriam literalmente até à vila ou cidade, tentanto chegar ao mesmo tempo que as que tinham comprado peixe melhor e mais caro na lota (e tentando vendê-lo, evidentemente, ao mesmo preço que o de melhor qualidade). Nem sempre os fregueses se deixavam enganar, e percebiam que aquele carapau era «carapau de corrida», comprado barato no fim da lota e transportado a correr até à vila. Hoje ainda, o que se arma em carapau de corrida julga-se mais esperto que os outros, mas raramente os consegue enganar.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Cartas de navegador de recreio


FormNáutica
Só paga se ficar apto.
Devolvem o preço do curso em caso de insucesso!!
Dão facilidade de pagamento.


A FormNáutica é uma escola credenciada pelo Instituto Portuário e dos Transportes Maritimos (IPTM) como Entidade Formadora de Navegadores de Recreio (processo nº 3/EFNR/02) para a formação de navegação de recreio nas categorias: Carta de Patrão de Costa, Carta de Patrão Local e Carta de Marinheiro.
A FormNáutica também tem ao seu dispor uma série de outros serviços nomeadamente, Renovação de Cartas, Emissão de 2ºvia, Atribuição da carta de navegador de recreio com base no regime de equiparação e, em breve, Certificado de Rádio Operador.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

OS ANTIGOS NAVIOS PORTUGUESES

A independência da ex-colónias, na sequência do 25 de Abril de 1974, foi decisiva para a queda da marinha mercante portuguesa, da nossa actividade transportadora e, indirectamente, da actividade dos nossos portos.

Conheça os antigos navios portugueses - clique na imagem sff.

Pesca ao Polvo no Tejo

O polvo é uma espécie comum e ainda abundante no estuário do rio Tejo, o que faz com que seja pescado com uma intensidade que poderá fazer com que, a médio prazo, possa  vir a escassear. Cresce  rapidamente, vivendo até aos três anos e pode atingir cerca de 12 kgs.

Material
Madre de 1.50 a 2.00 com uma ligação a 5m de mono 0.70, terminada numa chumbada entre as 300 e as 600grs, conforme a corrente. O peso da montagem e a necessária sensibilidade obriga à utilização de linhas de mão.



A pesca
Toda a actividade do polvo se desenrola nas paragens da água (viragens da enchente ou vazante)  ou em “águas mortas”,  pois entoca sempre que a água corre com mais força, deixando de caçar.



Largam-se as montagens até baterem no fundo, esticam-se as linhas  e espera-se - os toques podem surgir de duas maneiras: uma prisão súbita ou um aumento gradual da pressão.

Devemos ferrar firme e, sem nunca aliviar a tracção, recolher lentamente e sem paragens até à superfície,  usando depois o xalavar para retirar a presa da água, tarefa que se pode complicar quando se trata de um exemplar de grande tamanho. O indicado seria cravar o bicheiro, o que não é permitido depois da alteração da lei da pesca.


Iscos
Carapau, cavala, sardinha, taínha ou palhaços grandes (20cm).



quinta-feira, 28 de março de 2013

Os robalos do Nuno

Alguns robalos capturados pelo amigo Nuno Silva. Ficam as fotos...